Não compreendo a sanha do Bloco de Esquerda!
Faz-me confusão porque é que o Bloco de Esquerda tem uma sanha tão grande contra o ordenado do sr. Ricardo Salgado (€ 800.000,00) que é dono do Banco que gere e no qual o Estado (ou seja, nós) não temos ponta de corno; e não se assanha contra o ordenado do sr. Zeinal Bava (€ 667.000,00) ou do sr António Mexia (€ 571.000,0), que são uns meros gestores executivo—daqueles que habitualmente e depois de algum tempo originam uma merda do caraças tipo Enron e quejandos e que nos lixa a todos—que gerem empresas que não são deles e na qual o Estado (ou seja, nós), directa ou indirectamente, ainda tem algo de seu.
O Bloco de Esquerda devia era assanhar-se mais contra os gestores de empresas que têm capital do Estado (ou seja, nosso), contra os ordenados e benesses de alguns senhores do Estado (Constâncio e quadrilha… mas há outros) e, especialmente, contra a ignomínia que é a percentagem de IRC aplicável às entidades financeiras e à imoralidade inconstitucional que é o Pagamento Especial por Conta e o pagamento do IVA com a emissão de facturas.
Se assim fosse eu se calhar até votava neles… como é mera politiquice charroqueira…
E continua a dança…
Lopes da Mota admite ter invocado nomes de Sócrates e Alberto CostaO presidente do Eurojust admite ter usado os nomes do primeiro-ministro e do ministro da Justiça nas conversas com os magistrados do Freeport, mas afirma que não o fez com conhecimento dos próprios nem transmitiu quaisquer ‘recados’. É mais uma peça de um estranho puzzle (continua aqui)
Já se perfilam os tradicionais serventes sempre prontos a fazer uma travessia de areias douradas e régios ordenados.
Primo “acha que” José Sócrates conhecia Charles SmithHugo Monteiro, primo de José Sócrates, “acha que” o actual primeiro-ministro conhecia Charles Smith e Manuel Pedro, os dois arguidos no caso Freeport no âmbito do processo de alegada corrupção no licenciamento do outlet em Alcochete. O primo de Sócrates foi entrevistado pelo jornal “Expresso”, que viajou até à China onde Hugo Monteiro está a aprender Kung Fu.
(...)
Quando lhe perguntaram se acredita na inocência do primo, Monteiro respondeu: “tenho a certeza”.
Esta certeza da inocência vinda de um gajo que “fez o seu pressing” e isto só “na tentativa de ganhar um cliente a todo o custo” é de ir às lágrimas… de crocodilo. Já quase que me parece que aprenderam a gramática por estas bandas.
É uma tristeza este país sem rei nem roque e em que tudo já vale… mesmo tirar olhos!
Quem raio julgam estes filhos da puta que nós somos?
(Des)emprego em Portugal

O Zé, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o Zé decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL…
Nota 1: O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda além disso, cria uma série de postos de trabalho.
Nota 2: Ler também «Mas onde é que está o fundo?» de Pedro Curvelo



















