Vamos lá a lixar os ricos!
Finalmente, o país não pode permitir que dois milhões de portugueses se afundem na pobreza.
Pois não! Pois não! É chato. Coitados dos pobres.
E como vamos salvar esses desgraçadinhos dos pobres então?
Para evitar o crescimento das desigualdades, deve ser criado um novo escalão de impostos, de 45%, para quem ganha mais de 200 mil euros, como sugeriu esta semana Fernando Ulrich. E deve ser reintroduzido o imposto sobre sucessões para fortunas acima de 2,5 milhões de euros, que foi um erro ter sido abolido.
Palermice da grossa. Qualquer fiscalista sem grande estofo e o mínimo de inteligência sabe perfeitamente que estes dois “ataques” aos ricos e riquinhos são tão absolutamente e facilmente contornáveis que até chateia ouvir sempre a mesma lenga lenga.
Vindo do sr. Fernando Ulrich até é compreensível, mas que nos queiram comer a todos por tolos é que não. Era bom essa medidita; ficávamos com a impressão que os mauzões dos ricos pagavam impostos e pronto. Haja muita pachorra para aturar estas imprudências mentais.
Não é por aí, caro sr jornalista sério, não é por aí.
Extractos sequenciais do artigo «O sapo cozido ou a luta contra a crise» do sr Nicolau Santos no Expresso.



















