Como é possível…
... que as mesmas pessoas que subscrevem este documento, em resposta a esta carta, sejam exactamente as mesmas que depois vimos ir fazer campanha e chamar nomes insultuosos a outros e em plena transmissão televisiva nacional. Quanta hipocrisia. Quanta hipocrisia.
Leia as questões expostas aqui. Imprima e divulgue.
Não se deixe iludir. O Aborto é um drama. A Liberalização do mesmo só adiciona mais um drama ao já existente.
Nem os mais acérrimos partidários do SIM conseguem garantir que:
- O Aborto clandestino irá acabar
- Não haverá mulheres a ser julgadas com ainda maior severidade por praticarem o Aborto clandestino
- Será possível garantir o cumprimento da Nova Lei já que a maior parte será feita em clinicas privadas e o exemplo espanhol é bem elucidativo das técnicas para furar a Lei
- Daqui a cinco ou sei anos não estarão a pedir a TOTAL LIBERALIZAÇÃO DO ABORTO baseando-se nos mesmo argumentos falaciosos que hoje já usam
Sim. Porque se houver esta LIBERALIZAÇÃO então não fará mais nenhum sentido que as que o praticarem fora da Lei não sejam julgadas exemplarmente e presas pelo máximo que a Lei permita.
A Porta Aberta
Porque o NÃO À LIBERALIZAÇÃO é feito por muita gente diferente — os Independentes pelo NÃO, entre outros — têm feito propostas de modificação desta Lei nos últimos OITO ANOS om vista concretamente à DESPENALIZAÇÃO DAS MULHERES QUE FAZEM ABORTO CLANDESTINO, e sempre recusadas pelo Partido Socialista.
Ponto final nos julgamentos das mulheres que abortam!
Defendemos que a mulher não deve ser sujeita a julgamento por ter sido forçada a abortar.
Defendemos um sistema que seja tolerante com a mulher e protector da vida humana.
Dizemos não ao aborto livre.Leia aqui a 2ª proposta de Lei, que foi apresentada por Maria do Rosário Carneiro na Assembleia da República (a primeira foi apresentada em Novembro de 2004), e que constituirá a base de trabalho para o pós-referendo, se o NÃO ganhar.
Razões politico-partidárias do lado do SIM, incentivam o afastamento desta solução.
Entendemos que o problema do aborto não deve transformar-se numa batalha partidária. Não estamos a fazer política. Estamos a defender Direitos. Os nossos Direitos.
Nesta linha as recentes declarações do sr Primeiro Ministro, ou deverei dizer a chantagem mafiosa e inadmissível, são no sentido de OU GANHA O SIM OU NÃO MEXEM NUMA LINHA DA LEI...
E aqui fica a nossa perplexidade??!
Mas então eles não querem é acabar com as mulheres presas?
Parece bem que não e que o que está escondido aqui é bem mais sórdido.



















