A blogosfera local e a participação civica
Cada vez mais me convenço de que em Alhos Vedros existem mais blogs que habitantes. Aqui está mais um...
in O Banheirense, por João Figueiredo
Dado o incógnito estado da maior parte dos seus autores acho que este espanto do João Figueiredo merece uma reflexão maior, mesmo que ainda pequena.
No meu modesto entender é evidente a baixa promoção da democracia participativa pelo poder local—excluíndo-se os dicursos balofos de certos presidentes e a meritória atitude do Nuno Cavaco e dos seus correlegionários—a ausência cada vez mais acentuada de uma comunicação social independente e abrangente da maioria da população e a visível necessidade que muitos vêm a sentir cada vez mais de pôr de alguma forma segura as suas ideias e os seus protestos.
Isto, para mim, são sintomas muito graves de uma democracia diminuida e doente; de uma sensação de perseguição surda e fascizante por parte do poder político; de um descrédto nas instituições que nos deviam proteger e ser o garante do cumprimento da Contituição Portuguesa; da corrupção insidiosa dos ideiais e da confiança.
Mas isto sou eu a falar que percebo pouco disto e nem sou político.
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Brincalhão.
Comment by AV1 — March 8, 2006 @ 3:28 pm
a meu ver o problema é muito mais grave. é a própria sociedade que se demite da vida política, negando-se a comparecer para o debate. referindo-me à baixa da banheira, a vida política reduz-se às eleições, nem sequer existindo um acompanhando interessado da actuação dos seus eleitos. por isso tempos as sessões publicas com pouca gente, o atendimento aos cidadãos pelos eleitos não é aproveitado, ficando a oratória política pela conversa de café acriticamente maldizente.
os blog ainda são de pouca representatividade, e muito poucos assumem esse papel de discussão e debate.
Comment by joão figueiredo — March 9, 2006 @ 9:58 am
Caro João,
Concordo em parte consigo. Mas note que reuniões às 17:00h (na CMM) tornam a participação quase impossível. Na última estiveram para aí sete pessoas.
Veja as da Assembleia Municipal como são um pouco mais concorridas.
E eu já dei por diversas vezes a ideia de se colocarem as gravações em MP3 como Podcasts na internet para que os que não vão possam ouvir o que se passa. Naão é nada complicado. É só querer. E até há sítios onde se consegue colocar as coisas de borla como se vê já em vários blogs.
Se vocês quiserem pode-se encetar essa experiência com a Junta de Freguesia da Baixa da Banheira. Querem?
E eu sei que ainda é limitado na audiência, mas cada vez mais o acesso à internet se torna tendencialmente gratuito e a juventude eleitoral é a que me preocupa mais no seu desinteresse pelo que se passa. E essa juventude tem acesso ao digital na sua maioria.
Vocês poderiam ter, sem grande dificuldade, uma coisa do género do Loudblog (exemplos, do qual saliento o c367 Records) ou do DrupalArt (exemplos, do qual saliento o site do Moby).
Posso pôr-vos em contacto com uma ou duas pessoas que conheço e que sei que sabem bem da poda dessas artes, que eu é mais outras coisas.
A bola fica do vosso lado então.
Até mais.
Comment by Mário da Silva — March 9, 2006 @ 3:16 pm
não creio que os mp3 sejam necessários. bastariam as actas.
no maximo posso passar o recado a quem de direito, ou seja, aos membros do executivo. eu não fui candidato
Comment by joão figueiredo — March 12, 2006 @ 11:40 pm
Não bastariam não já que nem estão disponíveis nem são feitas em tempo útil.
O João deve saber que para contestar algo é preciso mesmo cumprir prazos, e tendo em conta que as actas das Reuniões da Vereação saem com meses de atraso e que por vezes o presidente João Lobo desliga o mesmo gravador para dizer coisas “off the record” e que esses avisos de desligadela não ficam expressas na acta é compreensível porque eu acho que as gravações valem muito mais e são, de certa forma, indispensáveis.
Até porque a entoação com que as coisas são ditas tem muita importância para aquilatar das intenções do seu autor, não acha?
Comment by Mário da Silva — March 13, 2006 @ 3:01 pm