O Bolo da Lua
No décimo quinto dia da oitava lua do calendário lunar (dia 15 de agosto do calendário lunar chinês) realiza-se a festa do Bolo Lunar ou Festa do Meio Outono, trata-se do dia da Lua Cheia, por isso a Festa tem também o nome de Festa da Lua.
É uma das maiores e mais tradicionais cerimónias familiares dos chineses, marcado pelo consumo de bolinhos de lua e pela contemplação da lua.
Obedecendo ao Calendário Lunar Chinês e aos milenares ritos agrícolas dos chineses, a Festa da Lua retribui no Outono a colheita das boas safras pedidas durante a Festa da Primavera.
Em tempos antigos, cada vez que chegava esta festa, as pessoas faziam oferendas à divindade da lua com bolos refinados. Após as oferendas, os membros da família realizavam alegre reunião familiar. Estes costumes transmitem-se de ano para ano até hoje. Sob a luz brilhante da lua cheia, toda a família se senta a contemplá-la, enquanto come deliciosos “bolos da lua”, também chamados “bolo bate-pau”, por serem metidos à paulada dentro das formas de madeira.
É uma das poucas festividades em que os rituais são cumpridos por mulheres, que colocam os altares ao ar livre, enfeitados com muito formalismo, aguardando que a lua atinja o seu ponto mais alto no firmamento, para começarem as rezas. É também uma ocasião em que as famílias saem em direcção às praias, jardins e locais elevados para admirarem a lua e fazerem piqueniques ao luar.
Em Macau as pessoas juntam-se tradicionalmente junto aos lagos Nam Van, nos jardins da cidade e nas praias em Coloane, onde por vezes as pessoas deixam as suas lanternas flutuar.
Ao cair da noite muitas pessoas juntam se a observar a lua e para tal transportam lanternas das mais variadas formas e cores (é por isso também chamado a festa das lanternas), lanternas que antigamente eram de papel e bambu iluminadas com velas.
Várias lendas são lembradas nesta altura, desde a de Seong-Ngó, (a mulher do arqueiro divino que roubou e comeu a pílula da imortalidade oferecida pelos deuses ao marido e que, de castigo, foi desterrada para a lua, onde se transforma de vez em quando numa rã de três patas), à lenda da lebre ou do coelho lunar, (que, elevado a divindade, também lá habita e passa a vida a preparar pílulas da imortalidade no seu almofariz).
O bolo lunar está associado a uma rebelião lendária contra o jugo invasor. O pequeno bolo compactado, que só se come nesta festividade, serviu para fazer passar uma mensagem de revolta, iludindo os espiões dos dominadores. Na data proposta, o povo armou-se como pôde e acorreu em força ao chamado, derrubando, assim, o regime.
Veja algumas receitas aqui e mais informação e receitas aqui
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