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Blog Action Day - Get Involved!

Welcome! Bem vindos!

Is there a real reason for this blog to be here? We don’t know yet, but we will keep you posted. Existirá alguma razão para este blog estar aqui? Ainda não sabemos mas iremos mantê-los informados.

Descubra os erros!

Ó pra ele a fingir que trabalha!

Fantástico este post que o Oliude descobriu sabe-se lá onde.
E é este o homem que manda na maior potência militar do mundo. E ainda diz que os Iranianos é que são perigosos, santa paciência!

The importance of Transparency

*
Tira ECOL © 2005 Javier Malonda

* Aplyable to politics and all sort of life situations too

As Declarações em tempo de Eleições!

Gostaria de ouvir alguns comentários sobre a questão da ETAR anunciada com pompa e circunstância no Diário do Barreiro e também na restante imprensa impressa e virtual e da qual extraí alguns pedaços selecionados:


Com o avançar da questão dos terrenos para a construção da ETAR, a Câmara Municipal da Moita serviu de alavanca para o prosseguimento da despoluição do Rio Tejo, nos Concelhos da Moita e do Barreiro

a) Qual foi a alavanca usada?

Luís Tavares adiantou que “a declaração enuncia que o parque empresarial cede esse terreno no conjunto da sua renovação, pois tem a ver com contrapartidas de espaço”

b) Qual cedência de espaço? Onde? Em que condições?
Porquê agora?

“A ETAR é uma infraestrutura que interessa, especialmente, à Quimiparque visto que sem ela também o parque não poderia ter um desenvolvimento futuro”, acrescentou o administrador.

c) E não interessava há dois anos? Ou há um ano?
Só interessa agora na véspera das eleições?

Rui Garcia salientou que “foi do entendimento dos municípios e da Simarsul que essa despesa não deveria correr por conta dos municípios, dado que foi a Quimigal que depositou o material no local.” Após a autarquia da Moita colocar esta questão à administração da Quimiparque, ficou garantido que o parque empresarial iria assumir as despesas da remoção dos materiais.

d) É só a mim que parece estranho esta concordância sem grandes questões por parte da Quimiparque em gastar dinheiro SOZINHA a limpar o sítio da futura ETAR?

o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Emídio Xavier, já se tinha pronunciado a favor da localização da ETAR na “zona do gesso”. Aliás, esta zona foi considerada como a solução que prevaleceu nos documentos que serviram de base à adesão da Câmara do Barreiro à Simarsul.

e) Ê pá! Então eles só aceitaram entrar se a ETAR fosse construída em terras da Moita ou é impressão minha? É que posso ter lido mal.

Miguel Amado, declarou em entrevista que, “dos dois locais em estudo para a construção da ETAR Barreiro/Moita, tudo indica que o local mais vantajoso será o do gesso.” Miguel Amado referiu, porém, que “ainda não existem certezas absolutas do local certo porque isso vai depender da avaliação de impacto ambiental, que é sujeita a inquérito público”.

f) Isto não significará que ainda nada está decidido? Ou o Inquérito Público será para ser efectuado mais ou menos às escondidas como a discussão da Revisão do PDM e assim ser tudo tácitamente decidido sem a mínima discussão do povo?

A Simarsul confirmou a entrega da “Declaração de Compromisso” pelo Conselho de Administração da Quimiparque, na qual consta que o terreno será disponibilizado, completamente limpo de resíduos, até Junho de 2006.

“Assim que for emitida a declaração de impacto ambiental nada impede que as obras se iniciem em Junho de 2006”, salientou Miguel Amado. Contudo, está previsto lançar no final de Setembro de 2005 o concurso público para a Concepção/Construção da ETAR, que iniciará as suas obras, em princípio, em Junho de 2006.

g) Bom! Mas isto não é pôr a carroça à frente dos bois? E se o Inquérito Público inviabilizar a ETAR naquele sítio? Não estará o projecto absolutamente dependente do EIA ou o mesmo só é feito para “inglês vêr”?

Segundo a calendarização da Simarsul, a obra estará concluída em Janeiro de 2008, isto de acordo com o Plano de Actividades de 2004.

h) Mas então isto que agora foi APROVADO tão generosamente pela Quimiparque afinal está no Plano de Actividades de 2004 da Simarsul? Fiquei parvo! Li mal? Bom, é que os jornalistas às vezes também se enganam e se calhar era 2005 que queriam escrever. Acontece, claro, errar é humano.

Alguém que me explique isto por favor, por favor…

As respostas poderão usar o mesmo esquema alfabético para simplificar a leitura e a minha compreensão que já anda limitada com tanto fogo incompreensível.

Encarecidamente agradecidos.

What is the past and what is the future?

Laughing BuddhaSakuladayi the Wanderer asked the Buddha: What is the past and what is the future?

Let the past be, answered the Buddha, and forget the future. I will teach you that which is now.

When this condition is,
      that condition comes to be,
With the arising of this, that arises,
When this is not here, that does not come into existence,
With the ceasing of this, that too ceases.

Majjhima Nikaya

Entrepreneurs, angels, and the cost of launch

Joe Kraus from JotSpot has a great piece on how the last ten years has reduced the price of doing a startup from three million to a hundred thousand dollars for him. That’s definitely an interesting development and Joe is highlighting the right trends. But since Joe is coming from a company launched on angels and running on VC ($5,2 million, no less), his side is only one side of the story.

Continues at Signal vs. Noise (by 37signals)

Os Incêndios em Portugal

O texto que se segue é da autoria de José Gomes Ferreira

A indústria dos incêndios


A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

  1. Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

    Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

    Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

    Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

    Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?


  2. A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios…

  3. Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

  4. À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: “enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder”. Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

  5. Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime…

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta – e até as habitações – e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país. Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo – destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

  1. Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

  2. Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

  3. Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

  4. Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

  5. Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

  6. E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

It depends…

It depends... - OK/Cancel is Copyright © 2003-2005 Tom Chi / Kevin Cheng

The Mows!


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