Está fresco lá fora…
Gostei tanto deste artigo do Vitor que não resisti a copiá-lo na integra para aqui. Façam-lhe lá uma visitinha p’ra compensar.
Sou um tipo que até gosta de ser informado e de informar. Acredito também na palavra de honra, nos apertos de mão, na confiança. Acredito que existe mercado em Portugal para o Linux, OpenSource, novas tecnologias. Creio que falta massa critica empresarial nestas áreas, que daqui a algum tempo se tornarão critícas. Mas …
- Eduardo Moura – Temos de salvar o Governo!
“Ao fim de 100 dias, a verdade foi revelada aos portugueses.
Este Governo não só é normal como não tem nada de extraordinário. É apenas um Governo confrontado com uma maré de chatices e problemas e que, aqui e acolá, vai semeando umas belas asneiras. E quanto mais o tempo passar, mais as asneiras se irão acumular.
É pena. Porque o país apostou num mito para quatro anos e elegeu Sócrates como herói nacional. É uma grande desilusão ter durado tão pouco tempo. E ainda por cima quando ninguém ajudou o Governo a tropeçar nos próprios pés.”
- José Diogo Madeira – País, vende-se
“Deustche Bank veio dizer que, em 2025, a Espanha será uma nação mais rica que a Inglaterra e a Alemanha. Nós, com sorte, estaremos empatados com a Ucrânia. [snip] Um exemplo mais claro. Imagine que ganha 100 mil euros num qualquer sorteio da Santa Casa. O que vai fazer ao dinheiro? Abrir o seu próprio restaurante? Um franchising? Montar uma pequena empresa na área de serviços? Ah, sente-se cheio de confiança e quer arriscar! Muito bem, força, vá em frente. Comece por inscrever a sua empresa no RNPC, faça a escritura, inscreva-a nas Finanças. Trate de encontrar instalações, contratar os primeiros colaboradores, sair em busca dos fornecedores e dos clientes. Salte da cama todos os dias, enfrente o trânsito, combata as adversidades, os atrasos na entrega dos equipamentos, as dificuldades na cobrança de facturas, anime os empregados desmotivados… Que fascinante é, isto de ser empreendedor. Agora pense bem? Alguém lhe oferece um serviço de gestão de patrimónios que, embora com algum risco, lhe permite ganhar 10, 15 ou 20% ao ano. Capitalizável.Os seus 100 mil euros, em 20 anos, podem valer mais de três milhões de euros. Pois, mais vale pensar duas vezes! Se calhar é mais prudente agarrar-se ao seu actual emprego e ir construindo, discreta e comodamente, a sua fortuna pessoal. Sem chatices, complicações e provavelmente com menos risco do que se meter num negócio que pode dar para o torto e ainda o deixar endividado.”
- Fernando Sobral – Os candidatos e os clones
“As eleições autárquicas prometem ser uma espécie de festival de teatro político de pequena e média qualidade. Em primeiro lugar, porque escasseiam os subsídios estatais para que existam promessas de espectáculos de qualidade.
Em segundo, porque há candidatos que se arriscam a não saber manejar a pirotecnia que têm entre mãos e, assim, em vez de fazerem explodir os adversários, poderem rebentar o seu futuro político.”
- Pedro S. Guerreiro – O amador
“Campos e Cunha precipitou-se na sua sinceridade, desgastou politicamente a imagem de Sócrates mas até consolidou a sua: tinha sido honesto. Depois, o delicado caso da dupla reforma foi mal resolvido pelo ministro, que chamou os jornalistas num fim-de-semana para usar argumentos emocionais numa questão que pedia firmeza. Mais uma cavadela para a minhoca do mau político. Sobrava a segunda parte da fama: Campos e Cunha é um bom técnico.
Já não sobra.
O episódio da apresentação-justificação-correcção do Orçamento Rectificativo destruiu a imagem.”
António Esteves, Entre Vistas – À Beira do Abismo
“Já soaram no PS as campainhas de alarme. Em ano de autárquicas a actuação do Governo parece estar a delapidar um capital político que já estava desgastado o suficiente. O PS pode vir a ter uma derrota histórica, maior que a que levou António Guterres a sair, em estado de choque, da liderança do último governo socialista.”
... com estas noticias quentes, torna-se complicado acreditar numa visão de empreendorismo e de melhoria para Portugal. É que lá fora está-se mesmo bem!
Está mais fresquinho, não está?
Já sei … a culpa é da comunicação social! De certeza! ? ! ?
É que no governo de Cavaco Silva, não havia tantas noticias más, poça!
Tem piada que alguém muito recentemente me disse que nós—os da Moita—iríamos, a breve prazo e continuando as coisas assim, ser os Ucranianos do distrito. Gaita! Se Portugal todo vai ficar ao nível dos Ucranianos então a malta vai passar a ser o quê? Os Ucranianos dos Ucranianos… Ou se calhar os Romenos dos Ucranianos.
Pois é! Está fresquinho que se farta lá fora. Aqui até escalda…




















