Criado o precedente
Julgamento memorável!
Em França um tribunal considerou totalmente inocentes os ceifeiros que destruiram um campo de milho GM da Monsanto, tendo concluído que o acto se justificou devido ao perigo eminente de contaminação. Vai inevitavelmente haver recurso.
Relaxe des 58 faucheurs de Pointville: un jugement fort!
par Anne FuretLe 5 juin, le tribunal correctionnel de Chartres a relaxé 58 faucheurs. Après le jugement d’Orléans de 2004, il s’agit du deuxième jugement dans ce sens dans l’histoire des Faucheurs volontaires. En août 2007, à Pointville, 58 personnes ont détruit un essai de maïs GM en plein champ, de Monsanto. read more / continua…
O Desespero do Homem de Acção
Há uma ligação muito estreita entre a adoração da acção e o uso do homem como meio de atingir fins que não são o homem. Como há uma ligação aproximada entre este desespero e a acção, entre a razão e a acção. A proeminência dos valores da acção sobre os da contemplação indica, sobretudo, que o homem abandonou totalmente a busca duma ideia aprazível do homem e o desejo de o colocar como fim. E que na impossibilidade de agir segundo um fim, ou de agir para ser homem, ele decide agir de qualquer maneira, apenas para agir.O homem de acção é um desesperado que procura preencher o vazio do seu próprio desespero com actos ligados mecanicamente uns aos outros e compreendidos entre um ponto de início e um ponto de conclusão, ambos gratuitos e convencionais. Por exemplo, entre o ponto de início da fabricação dum automóvel e o ponto de conclusão dessa fabricação. O homem de acção suspenderá o seu desespero enquanto durar a fabricação do veículo; suspendê-lo-á precisamente porque no seu espírito fica suspensa qualquer finalidade verdadeiramente humana: sente-se meio entre os outros homens, meios como ele. Concluída a máquina ele encontrar-se-á, é verdade, mais inerte e exânime que a própria máquina, mas arrolhará subitamente com uma promoção, com uma medalha, um pagamento a dobrar, ou simplesmente com a construção de um novo automóvel. Efectivamente apresentar-se-á a envolver-se no fluxo alienatório da acção.
Alberto Moravia
É cá por coisas e pensando em gente apressadinha…
Especialização Bichistica
O país está finalmente a concluir que José Lello, esse pilar da nossa engenharia (hidráulica, electrotécnica, mecânica?), da política socialista, da nossa administração pública e privada e da política externa, das comunidades portuguesas e da culturalidade desportiva, aquém e além-mar, está ainda manifestamente sub-aproveitado. Apesar de já muito ajoujado como gestor e administrador de empresas, dirigente desportivo, deputado, administrador da AR, Presidente da Assembleia Parlamentar da NATO e, ainda, responsável pelo Departamento de Relações Internacionais do PS. Pelo menos.
A verdade é que José Lello se aplicou ao longo dos anos, na aparelhagem socialista e do Estado, a desenvolver múltiplos talentos empilhadores que «in illo tempore» o terão feito (dizem-me) vendedor na «Catterpillar»: evidencia hoje total descontracção no accionamento em simultâneo de várias “expertises” – da promoção de qualquer banha-da-cobra, à penetração do submundo futebolistico, passando pela gestão contabilistica criativa de campanhas eleitorais «off-shores». E ainda demonstra apurado faro no “head hunting” de representantes socialistas e consulares devidamente encartados no Jogo do Bicho ou engenharias similares.
Por causa deste artigo recordei-me deste grande manganão e decidi comentar com a reprodução do artigo supra que não diz nem metade do que eu penso deste gentleman.
Douala é aqui (tão perto)
Há algum tempo, eu ando interessado em ler o Undercover Economist, de Tim Harford. Mas depois de ler este artigo na Reason, explicando a dinâmica que leva um país pobre a permanecer deste jeito, fui correndo encomendar o livro.
No artigo ele fala sobre Douala, em Camarões, um dos lugares mais pobres do mundo. Mas creio que não há uma vírgula de sua análise que não se encaixe como uma luva na maneira como as coisas funcionam no Brasil. Por exemplo:
É muito tentador para o visitante em Camarões dar de ombros e explicar a pobreza do país presumindo que Camaroneses são todos idiotas. Camaroneses não são mais espertos ou idiotas do que o resto de nós. Enganos aparentemente estúpidos são tão onipresentes em Camarões que a incompetência não pode ser toda a explicação. Há algo mais sistemático funcionando.
É uma boa advertência para analistas de todas as vertentes ideológicas, que tanto gostam de apontar o “povo brasileiro” como bode expiatório para toda sorte de males que afetam nosso país. Passado o ímpeto inicial de culpar o povo, Harford pinta um quadro que deve parecer muito familiar para qualquer pessoa com um pouco de senso crítico.
Mancur Olson mostrou que a cleptocracia no topo retarda o desenvolvimento dos países pobres. Ter um ladrão como presidente não significa necessariamente a ruína; o presidente pode preferir incentivar a economia e então tomar uma parte maior do bolo. Mas em geral, a pilhagem será difundida seja porque o ditador não tem confiança na duração de seu mandato, seja porque ele precisa que outros roubem afim de manter seu apoio.A podridão começa com o governo, mas afeta toda a sociedade. Não há sentido em investir em um negócio porque o governo não irá protegê-lo contra ladrões. (Então você mesmo pode muito bem virar um ladrão.) Não há sentido em pagar sua conta de telefone porque nenhum tribunal pode obrigá-lo a pagar. (Então não há sentido em ser uma companhia telefônica.) Não há sentido em estabelecer uma empresa de importação porque serão os funcionários da alfândega que irão se beneficiar. (Então o setor de alfândega não recebe fundos suficientes e intensifica a busca por propina.) Não há sentido em ter uma educação porque os empregos não são baseados em mérito. (E de qualquer jeito, você não pode tomar dinheiro emprestado para as taxas escolares porque o banco não tem como cobrar o empréstimo).
Segundo Harford, teorias econômicas clássicas indicariam que um país com pouca infra-estrutura e recursos humanos como Camarões deveria ser em torno de quatro vezes mais pobre do que os Estados Unidos. No entanto, o país é mais de 50 vezes mais pobre, e estudos indicam, cada vez mais, que a maior parte desta diferença deve ser atribuída à corrupção em níveis governamentais.
O que, ao meu ver, só torna ainda mais preocupante a letargia que parece ter tomado conta do discurso político brasileiro depois do escândalo do mensalão. Ao preferir proteger os comparsas ao invés de promover uma caça às bruxas, o PT parece ter enfim conseguido acabar com o último resquício de crença nas instituições, abrindo caminho para que o Brasil, de uma vez por todas, se torne um lugar onde “é do interesse da maior parte das pessoas tomar atitudes que direta ou indiretamente causam danos a todos os outros”.
in Inductio
Aplicável também a Portugal
O bom exemplo
Encontram-se disponíveis no portal da LPN o Relatório de Actividades de 2007 e o Plano de Actividades de 2008, cujos originais poderão ser consultados na sede da LPN.
Campanha eleitoral
O blog O Banheirense entrou em plena campanha eleitoral para as próximas autárquicas. É só comunicados do PCP (local e nacional), CGTP-IN (eh! PCP na mesma) e mais que se verá.

Sobre as palermices locais nem um pio nem um ai! O que é importante é o mauzão do Governo Central (always, always) e o malvado Tratado (fonte de todos os malefícios para os banheirenses).
Terceiras Vias e Socialismus
Alguém se lembra do nome daquele outro partido que tanto parece inspirar o Nosso Primeiro?
E dessas outras grandes luminárias filosóficas que parecem inspirar tão bem a “Terceira Via”?
Porque será que a mim me espanta pouco este Socialismo de Terceira Via que grassa pela Europa fora!
Se ele não ouve 200.000 cá irá ouvir a comissão lá tão longe?
Comissão Europeia recomenda software baseado em normas abertas.
Mas o mais interessante para o nosso desgraçado bolso é a segunda notícia que se encontra lá pelo quarto parágrafo do artigo acima.
Outras frases céleres
O que eu andei à procura disto. Grande Otelo. Grande Otelo.
Acho que o que preconizavas como resultado da inépcia “revolucionária” está quase a acontecer, está quase a acontecer.
Mais um bocadinho e já podemos meter os “revolucionários” todos deste país no Campo Pequeno e pegar-lhes fogo… mas não sei se o espaço chegará para tanta canalha.
Frases céleres
Naturally the common people don’t want war; neither in Russia, nor in England, nor in America, nor in Germany. That is understood. But after all, it is the leaders of the country who determine policy, and it is always a simple matter to drag the people along, whether it is a democracy, or a fascist dictatorship, or a parliament, or a communist dictatorship. Voice or no voice, the people can always be brought to the bidding of the leaders. That is easy. All you have to do is to tell them they are being attacked, and denounce the pacifists for lack of patriotism and exposing the country to danger. It works the same in any country.
Outras frases celeradas foram a do Nosso Primeiro e a do Presidente de Todos Nós...
Para não me repetir muito…
Escrevi um artigo n’O Plano da Moita sobre o que se perspectiva fazer do espaço ora devoluto, por transferência para instalações bem melhores e operacionalmente mais eficazes, do Quartel dos Bombeiros da Moita.



